sábado, janeiro 08, 2005

Coro Juvenil da Associação

No próximo dia 9 de Janeiro, pelas 12h, o Coro Juvenil da nossa associação solenizará a Eucaristia na Igreja de S. Francisco, em Évora. A direcção deste coro está a cargo de Maria João Teles e o acompanhamento instrumental será feito por Filipa Teles.

7 comentários:

Alex disse...

Sou um fã deste coro, gosto muito de ouvir aquelas vozes celestiais a cantar.
O reportório é bastante adquado às suas idades e agrada tanto a miudos como a graudos.
Força e um beijo para todos eles.

Filipe Lobo disse...

São de louvar todas as iniciativas musicais nesta cidade de Évora. Pena é , que determinadas pessoas não tenham ideias originais e utilizem as ideias alheias criando Coros Juvenis, Associações Musicais ou realizando workshops vocais. Perdem-se sinergias, criam-se atritos, confirmam-se mentalidades provincianas. Não fosse o Trítono algo de dissonante. Sempre que posso assisto a concertos vossos.
Continuem a obra alheia.

eduardo_silva disse...

Parabéns ao Sr Filipe Lobo pela sua subtileza...uma pessoa mais fraca de espírito acreditaria na pureza da sua intenção de louvar o Trítono...Pena que a sua CONSCIENTE mentalidade provinciana não lhe permita ver que não se trata de falta de originalidade mas sim de diversidade e liberdade de escolha...os meus cumprimentos a este simpático senhor e os meus sinceros cumprimentos à Associação cultural Trítono e ao Grupo Vocal.Parabéns e continuem.

M. Santos Paulino disse...

Já me tinha chegado aos ouvidos a existência de um comentário de um tal sr. Lobo. Tinham-me dito que teria escrito umas (nada) subtis alarvidades àcerca das inicitivas da Associação Cultural Trítono, de que me orgulho de ser sócio e aluno.
Li o tal comentário e não precisei de pasmar, pois já vinha preparado.
Era o que faltava que a criação de um coro juvenil fosse uma originalidade ou exclusividade de alguma pessoa ou associação!
Era o que faltava que a realização de "workshops" sobre técnica vocal e sobre música coral ou sobre aquilo que for, fosse património de alguém!
Se se está a referir a uma prestigiada Associação Musical de Évora, ainda bem que ela desenvolve e bem as suas actividades, pela da música e pela cidade de Évora. Como antigo sócio e fundador dessa associação, sinto-me orgulhoso pelo trabalho que têm desenvolvido.
Isso não impede, porém, que outros dêem também o seu válido contributo para a música e para a cultura em geral na nossa cidade. É uma questão de complementaridade e nunca de concorrência, o que seria perfeitamente absurdo!

Manuela Trindade disse...

De facto, o Sr. Lobo foi exagerado no tipo de comentários que fez. Se peca na forma, não está longe da verdade no seu conteúdo. Tenho, enquanto forasteira, acompanhado a vivência cultural da cidade, e, de facto, existe algum paralelismo no percurso de algumas associações. Não sei se será falta de originalidade, mas subsiste uma falta de congregação de vontades, numa cidade tão pequena. As associações culturais , são, por força das circunstâncias nacionais,altamente dependentes de subsídios, se estes se concentrassem em menos associações a qualidade final apresentada seria,porventura,melhor. Será?

Octavio disse...

Tenho acompanhado com alguma distância os comentários colocados neste post. Parece-me que se começa a esboçar uma polémica que se arrasta há alguns anos e não é novidade para quem conhece a vida cultural desta cidade como eu conheço. Director artístico do Grupo Vocal Trítono (que nasceu há DEZ anos e deu origem a esta associação) e director artístico, desde dezembro de 2000, do Coral Évora (entidade de reconhecido mérito cultural com 25 anos (!) de existência), docente na área da música nesta cidade desde 1985 na Academia de Música Eborense, na Escola de Formação de Actores do CENDREV e, mais recentemente, na Associação Musical Eborae Musica, colaboro com a Associação A Bruxa Teatro (sou membro fundador). Como cantor e instrumentista e director coral tenho participado e colaborado na organização de uma diversidade de eventos culturais desta cidade desde os anos 80.
Gostaria de perguntar aos senhores Filipe Lobo e Manuela Trindade que "atritos" ou "falta de congregação de vontades" podem existir entre esta associação e o Coral Évora, com quem temos uma excelente relação? Que "sinergias se podem perder" se as vocações do nosso coro juvenil ou do Grupo Vocal Trítono são diferentes dos grupos congéneres de outra prestigiada Associação Musical, da qual eu sou activo colaborador?
Eu sou levado a pensar que os senhores não se referem as estas associações Musicais e Culturais que, afinal, tanto têm contribuido para a dinamização cultural da cidade, cada qual norteada pelos princípios estabelecidos nos seus estatutos (ai de nós se todos os estatutos fossem iguais...).
Basta pegar nas agendas culturais dos últimos 3 anos e observar, com muita atenção que entidades eborenses ORGANIZAM eventos culturais na área da música. Pois os dedos de uma só mão bastam para contar quantas associações se "mexem"...
Não, não são os subsídios que nos movem... Estes não são um fim mas um meio, todavia, precioso para concretizar formalmente, de modo digno, os nossos projectos.
"Determinadas pessoas" deveriam começar a pensar menos em termos de quantidade e mais em QUALIDADE. Não é tão linear quanto parece a relação entre o valor de subsídio e a qualidade do trabalho apresentado. Poderá ter relação com a sua DIMENSÃO ou DIVULGAÇÃO mas nunca, de forma directa, com a qualidade! Esta tem a ver com a componente humana, a imaginação a criatividade e outros factores que não dependem de dinheiro!
Sim, Trítono é uma dissonância mas, como alguém já disse, as dissonâncias são o sal da música. A ACT tem conquistado o seu espaço no panorama cultural da cidade pela DIFERENÇA! Porque, ao contrário do que "determinadas pessoas" possam pensar, temos lutado (falo pela associação e da minha própria atitude e postura desde que trabalho nesta cidade!), temos lutado contra o espírito de "capelinhas" e contra esse mesmo provincianismo tacanho de que somos acusados! Convido estes senhores a conhecer por dentro as actividades das associações. Vou referir, por exemplo, a actividade coral de algumas destas entidades: o Eborae Musica divulga o repertório da Sé de Évora; o GVT tem uma vocação para um repertório Jazz/Pop ainda pouco explorada pelos agrupamentos vocais da região além de interpretar arranjos feitos pelos membros do grupo; o Coral Évora tem um repertório eclético, característico da actividade coral amadora, no melhor sentido da palavra. Reparem que apenas me referi à actividade CORAL a propósito do "paralelismo " que afirmam existir no percurso destas associações. Como já devem ter reparado, a nossa associação tem desenvolvido actividades noutras áreas culturais, a saber: artes plásticas, literatura, expressão dramática. Poderá aqui existir algum "atrito"? "Sinergias perdidas"? Não me parece...
Cada uma destas associações tem uma voz própria. Todas estão abertas a colaboração mútua. Esta JÁ existe, é uma realidade mas é preciso QUERER vê-la.
Continuar a afirmar que a cidade "é pequena", que o subsídio e qualidade andam de mão dada, que a diversidade de oferta na formação dos agentes culturais é "falta de originalidade" isso sim é provincianismo.

M. Santos Paulino disse...

Parabéns Octávio! A verdade só não a vê quem não quer, ou porque está de má fé ou porque não a entende. A história da fundação e da evolução das associações musicais e culturais de Évora, mostra claramente quem é quem. Não deixa de ser curiosa esta "polémica" que, verdadeiramente não o sendo, não deixa de corresponder ao sentimento de alguns. Que eu saiba, nunca antes se levantaram questões quando, apesar da inegável qualidade e abrangência da falecida Academia de Música Eborense, outros desenvolviam actividades claramente paralelas. Nunca ninguém se queixou disso. E a "originalidade" nunca esteve em causa. O que está em causa mesmo é o espírito provinciano de "capelinha" que, na diversidade vê concorrência, na alternativa e na liberdade vê fantasmas.
A qualidade não tem nada que ver com o monopólio das iniciativas, como é fácil de perceber. O que não se percebe é a oportunidade destes comentários. Será que não serão a ponta do iceberg de algo que ainda se não vislumbra, mas se pressente?!...